segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Raio-X da Telinha: Ashton Kutcher e seu Walden Schmidt, na nona temporada de "Two and a Half Men” (Warner Channel/ SBT): Cola ou não cola?

    

Raio-X da Telinha:  Ashton Kutcher e seu Walden Schmidt, na nona temporada de "Two and a Half Men”  (Warner Channel/ SBT): Cola ou não cola? 
  •           Cotação: Regular.  **.

  “Two and a Half Men", a  sitcom de comédia norte-americana mais popular da Warner Channel, chega à sua nona  temporada, e é exibida no Brasil pelo SBT (que assinou contrato de exibição das séries da Warner no Brasil), e pelo canal pago Warner Channel.  Porém, após a demissão do astro polêmico e alucinado Charlie Sheen (que vivia o beberrão Charlie Harper), devido à conduta do mesmo fora do set de filmagens, leia-se envolvimento com drogas e diversas polêmicas, entre elas, o bate-boca homérico que o astro terá tido com o produtor da série, Chuck Lorre, que o demitiu do elenco fixo em 7 de março de 2011, o elenco ganhou um novo protagonista.
         Para essa nova temporada, o substituto de peso para Sheen foi o galã do cinema Ashton Kutcher (conhecido por protagonizar o famoso e bem-sucedido blockbuster de ficção científica e suspense, “Efeito Borboleta”, de 2004 (pelo qual teve sua atuação elogiada pela crítica especializada); e que não é menos polêmico em sua vida pessoal do que o protagnonista anterior, já que correm boatos de que o mesmo teria traído sua atual ex-esposa Demi Moore, no aniversário de casamento de ambos com uma modelo brasileira radicada nos EUA). Polêmicas à parte, na série de horário nobre da Warner, Kutcher interpreta o nerd bilionário da internet Walden Schimidt, que passa por problemas amorosos ao se separar da esposa, Bridget (vivida ela atriz Judy Greer). O endividado, não menos sofredor e igualmente azarado com as mulheres, Alan (interpretado pelo excelente Jon Cryer) o salva de um mal sucedido suicídio, dando conselhos e o acolhendo na mansão do falecido Charlie Harper (ex-personagen de Sheen) em Malibu, onde Walden viverá ao lado de seu dramático salvador, da desbocada e debochada Berta (vivida pela talentosíssima Conchata Ferrell)  e do filho adolescente de Alan e sua ex-esposa, Judith (vivida pela atriz Marin Hinkle), o adolescente  Jake (vivido pelo jovem ator revelação Angus T. Jones). 
          Em sua estréia nos EUA, a nona temporada de “Two and a Half Men” alcançou o 1° lugar das mais vistas no Ibope. Entretanto, apesar de estar alcançando altos pódios de audiência, a série tem mostrado muitas falhas de roteiro, no que diz respeito a uma construção mais definida do personagem de Kutcher. Ele surgiu inicialmente como o depressivo salvo por Alan, que, depois, com os conselhos do mesmo, passou a ser o conquistador, aparecendo em dois episódios com conquistas de sexo casual, dentre elas, ao lado da ex de Charlie Harper, Courtney, codinome de Sylvia Fishman (vivida pela atriz Jenny McCarthy), uma golpista e femme fatalle que adora aventuras sexuais. Após as aventuras sexuais que vive, ele volta a deprimir-se e acaba se consultando com a sarcástica psicanalista do falecido Charlie Harper,  a Drª. Linda Freeman  (vivida magistralmente pela atriz Jane Lynch), que o ‘cura’ de sua depressão e manias excêntricas, como a de agir como criança e gostar de ser paparicado.
        Ao que tudo indicava, as confusões de roteiro teriam acabado, mas elas não pararam por aí. Alguns episódios adiante, Walden conhece a mãe de Alan, a socialite e corretora de imóveis Evelyn Harper (vivida pela excelente atriz Holland Taylor), uma mãe ausente e despreocupada com os filhos, e definida por Alan como uma “raposa”, uma mulher idosa que gosta de ter aventuras sexuais com jovens. Ela se apresenta a Walden como decoradora de ambientes, e o seduz, levando-o para a cama. E nos próximos episódios, irá ao ar uma surpresa bombástica: Alan e Walden irão para a cama.  O que fica implícito é que tal aventura amorosa aconteceu pelo fato de a ex esposa de Walden encontrá-lo com Alan no cinema, e de os dois abraçarem-se ao verem juntos o filme que ela e o novo namorado também viam, o que aumentou as suspeitas de que os dois eram um casal.
           Pelo visto, os roteiristas estão perdidos para criar uma definição mais clara e convincente do personagem de Kutcher, que tenha traços psicológicos e de caracterização de personalidade  que não sejam idênticos aos do personagem de Cryer (o desquitado sofredor Alan )  ou daqueles que definiam o personagem do egocêntrico e polêmico Sheen (o beberrão, festeiro e mulherengo quarentão Charlie, que o ator levou para a vida real, adotando o estilo de vida do personagem como o seu), personagens que são a marca registrada da série. Kutcher tem talento, mas os roteiristas têm explorado pouquíssimo a oportunidade de criar um personagem único e que não seja uma reprise do personagem falecido e do irmão falido do mesmo. Se continuar assim, há uma grande possibilidade de a série acabar definitivamente na nona temporada.
    ‘Two and a Half Men”, em sua nona temporada, vai ao ar na Warner às terças feiras, às 20h, e às terças e quintas no SBT, às 01h. Assistam e tirem suas próprias conclusões!




                   Maria Rosa Dias – 27/12/11.



segunda-feira, 2 de maio de 2011

Novos Talentos Musicais: Charlotte Gainsbourg. (Indie/ Ambient).


    Charlotte Gaisnbourg, nascida Charlotte Lucy Gainsbourg (Londres/ Inglaterra - 21 de Julho de 1971), possui cidadania Francesa e é filha do poeta e cantor francês Serge Gainsbourg (que foi hit nos anos 80). e da atriz  britânica Jane Birkin.
   Charlotte é atriz (e já foi premiada com um César (o Oscar francês) como atriz mais promissora, por sua atuação em  L'éffrontée, em 1986, e em 2000 tornou a ser premiada com outro César, desta vez na categoria melhor atriz coadjuvante por seu trabalho no filme La Bûche.
    O trabalho mais recente dela no cimema foi como protagonista do filme " O Antricristo", obra do polêmico diretor Lars Von Trier. Trabalho este elogiadíssmo pela crírtica especializada e com o qual ela foi agraciada com o prêmio de Melhor Atriz, no Festival de Cannes, em 2009.
    Multitalentosa, ela é ainda modelo e garota-propaganda da Grife Gérard Darel.  Como cantora, gravou dois álbums, nos quais mescla músicas cantadas em inglês com canções cantadas em francês, as segundas lembram bem o estilo chanson française oitentista, e mesclam os estilos indie, pop, ambiente, rock e chanson française.
    Vale a pena ouví-la! Ela interpreta suas canções de modo sensível, emvolvente e sensual, que atrai a cada melodia!

    Fonte> Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Charlotte_Gainsbourg


Maria Rosa Dias  - 03/05/11.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

'Vale a Pena Ouvir!' – “Trilha Sonora Original do Filme “Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet” (2008) - Com: Johnny Depp e Helena Bonham Carter.


  Vale a Pena Ouvir! – “Trilha Sonora Original do Filme “Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da   Rua Fleet”  (2008)  - Com: Johnny Depp e Helena Bonham Carter.

(“Sweeney Todd: The Demon Barber Of  Fleet Original Soundtrack) (2008) -
Com: Johnny Depp e Helena Bonham Carter.

  • Cotação:  5 estrelas.  *****

   Desta vez, a dica é para os fãs de carteirinha de filmes musicais, e, principalmente, da trilha sonora destes, que é sempre bem criativa e instigante. Como não poderia deixar de ser, a trilha sonora do filme “Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet” (que já pode ser considerado um clássico do gênero), é surpreendente, e mostra o quanto a adaptação de Tim Burton do musical de Stephen Sondhein para o cinema ficou genial, e consegue lembrar, em todos os momentos, ao clássico da Broadway dos anos 80.
    Com uma produção de arte impecável e um elenco de 1ª grandeza, este filme de 2008, encabeçado pelos grandiosos Johnny Depp (que interpreta o protagonista demoníaco barbeiro Sweeney Todd, em uma de suas melhores performances), e Helena Bonham Carter (que dá vida à romântica e obscura comparsa de Sweeney, Mrs Lovett, em uma atuação fantástica), demonstram que seu potencial vai muito além da interpretação: Os dois possuem um ótimo alcance vocal, e podem se equiparar até mesmo aos cantores mais antigos deste musical.
   Em relação às interpretações musicais,  Johnny Depp surpreende, com entonações que variam entre notas melódicas e graves, e vocais doces e agressivos (este segundo lembra muito a um astro do rock cantando, como diz Burton nos extras do dvd do filme), com uma desenvoltura surpreendente! Poucos sabem que, no início de sua carreira, Depp se mudou para New York para tentar a sorte na carreira de músico e, em suas andanças, acabou conhecendo seu amigo e parceiro de trabalho Burton, iniciando assim, uma carreira de ator respeitadíssima. Quanto a Helena Bonham-Carter, a desenvoltura desta como cantora surpreende, e nos presenteia com uma voz segura, leve e delicada, que alcança toda a variedade de tons musicais, com a mesma intensidade que Angela Lansbury, a atriz que viveu Mrs. Lovett na áurea Broadway oitentista o fez.
   Quem também encanta uma voz meiga, delicada e angelical, deliciosa de se ouvir , é a jovem atriz Jayne Wisener, que interpreta a doce e sofrida Johanna, filha de Todd (Depp), afastada deste pelo Juiz Turpin (Alan Rickman), que o condenou a exílio injustamente  para poder tomar para si Lucy (Laura Michelle Kelly) a esposa de Todd, e a filha deste, a qual é mantida por ele em cárcere privado em sua mansão.
    As músicas misturam um clima ao mesmo tempo belo, soturno e sofrido, característico da própria história e que pode facilmente ser sentido através das interpretações intensas de todo o elenco.   Abaixo, estão listadas a música do filme, e os sites nos quais são encontrados os downloads gratuitos da trilha sonora original de Sweeney Todd, a qual vale  pena ser ouvida e ouvida por repetidas vezes, como eu o fiz!  RECOMENDO!!!

Biaxe a trilha sonora se "Sweeney Todd" pelos sites:
 
http://tudooooo.blogspot.com/2008/04/sweeney-todd-o-barbeiro-demonamo-da-rua.html
http://www.torrentportal.com/details/1607725/Sweeney+Todd.zip.html
"Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníamo Da Rua Fleet"  (Trilha Sonora):
01-Opening Title
02-No Place Like London
03. The worst pies in london
04-Poor Thing
05-My Friends
06-Green Finch Linnett Bird
07-ALMS ALMS
08-Johanna
09-Pirelli s Miracle Elixir
10-The Contest
11-Wait
12-Ladies and Their Sensitivities
13-Pretty Women.
14-Epiphany
15-A Little Priest
16-Johanna
17-God That s Good
18-By The Sea
19-Not While Im Around
20-Final Scene
Maria Rosa Dias – 24/3/11

quinta-feira, 10 de março de 2011

Dica de DVD: "De Olhos Bem Fechados" ("Eyes Wide Shut"). Com: Tom Cruise e Nicole Kidman.


Crítica: "De Olhos Bem Fechados", de Stanley Kubrick: A polêmica inversão da troca de papéis sociais com  a temática da Traição.
  •     Cotação: 5 estrelas. 

   Como falar do polêmico Stanley Kubrick (1928 - 1999)?  Sem dúvidas, podemos definir todo os seus trabalhos como sendo intensos, provocativos e à frente de seu tempo. Talvez por ser merecedor de tantas definições fortes,  é que ele tenha ficado conhecido, durante toda a sua vida, como um diretor/ produtor cinematográfico 'cult',  cujos filmes tinham fama de ser complexos e pouco populares, não agradando á massa que normalmente freqüenta os cinemas, ávida por novidades. E o mais curioso é que, por muito tempo, ele foi crucificado pela crítica especializada, que não aceitava seus filmes excêntricos. Porém, esta mesma crítica, anos mais tarde, passou a valorizar e respeitar seu trabalho, considerando seus filmes como obras clássicas.
   Com base nisso, já podemos imaginar o que nos espera em "De Olhos Bem Fechados". Uma dica: Prepare-se para perder o fôlego, e ser guiado por uma trama de suspense, dramas psicológicos e intrigas sexuais do começo ao fim, com toda a intensidade e exagero que caracterizam as obras de Kubrick. Este filme é uma obra de roteiro adaptado, ou seja, a história é baseada em outras fontes, e, neste caso, a inspiração do filme é o romance "Traumnovelle", do escritor alemão Arthur Schnitzler.
   Os protagonistas deste "thriller psicosexual" são os excelentes Tom Cruise e Nicole Kidman, que possuem uma filmografia elogiadíssima pela crítica epecializada e admiradíssima pelo público, e uma sensiblidde e intensidade absurdas para encarnarnar suas personagens, que nunca soam estereotipadas ou presas a clichês.
   Tom Cruise e Nicole Kidman (que eram casados durante a filmagem do longa), interpretam o casal Dr. Bill Harford, um clínico-geral, e Alice Harford, ex-curadora de arte de um museu local, recém-falido. Ambos tem uma filha de nove anos, Helena (a pequena Madison Eginton), e um casamento de 9 anos, aparentemente feliz e bem-sucedido. Porém, a relação dos dois entra em crise após Alice (Kidman) confessar a Bill (Cruise), que já se sentiu  atraída sexualmente por outro, e que seria capaz de qualquer loucura para ter uma noite de amor com o desconhecido, até mesmo abandonar o marido, a filha pequena  e os planos para o fuuro que o casal fazia.
   A partir daí, a trama gira em torno da tensão psicológica de Bill Harford (Cruise), e do início de seu transtorno emocional e psicológico, no qual ele imagina sua esposa o traindo repetidas vezes. Transtornado, Bill se vê em várias encruzilhadas, desde as tentativas frustradas de traição à sua esposa, até o aterrador momento em que ele se infiltra misteriosamente em um obscuro baile de máscaras, que envolve um ritual orgíaco, e que trará consequências terríveis à sua vida.
   Neste filme, há a inversão de papéis sociais, atribuídos ao homem  á mulher, no que se refere à polêmica temática da traição. No papel social clássico, o homem trai sem se importar com as consequências, como se agisse certo e fizeesse o papel de 'macho', e em oposição à essa postura, a mulher vê a traição de um modo esencialmente negativo, e procura evitá-la a todo custo. Porém, em alguns casos, se a mulher ainda tem sentimentos pelo homem, ela se propõe a discutir a relação, para ver o que pode ou não ser concertado.
 No caso do filme, Bill (Cruise), é um homem moralmente correto, que que nunca pensou em trair a esposa e abandonar a família, em oposição à Alice (Kidman), uma mulher lasciva e libertina, que é capaz de qualquer coisa para satisfazer seu apetite sexual.
  Opiniões e críticas à parte, o mais importante é que assistam a esse filme interessantíssimo, com a mente aberta, e tirem suas próprias conclusões! Vale a pena! Isso eu lhes garanto!



    Crítica escrita nos dias:  06/03/11 e 07/03/11.
  

                                            Maria Rosa Dias.